terça-feira, 25 de maio de 2010

Esteroides Anabolizantes

O uso crescente de anabolizantes artificiais com fins estéticosnos nos Estados Unidos é classificada como uma "Epidemia silenciosa". Pesquisas recentes mostram que 7% dos estudantes colegiais americanos já foram ou são usuários de anabolizantes e que 9% dos que freqüentam academia os consomem regularmente. É a droga mais encontrada nos exames antidoping feitos pelo Comitê Olímpico Internacional.

No Brasil, embora não tenham sido feitos levantamentos capazes de quantificar o uso dos esteróides anabólicos, pode-se afirmar que o consumo cresce assustadoramente entre a população jovem. E isso acontece sem o menor controle das autoridades da saúde, porque não há no país uma regulamentação destinada a normatizar a venda desses medicamentos. Grande parte dos produtos anabolizantes consumidos internamente vem do exterior e é comercializada no mercado negro. Desenvolvidos na década de 1950, os anabolizantes ou esteróides anabólicos são produzidos a partir do hormônio masculino testosterona, potencializando sua função anabólica, responsável pelo desenvolvimento muscular, e reduzindo o efeito androgênico, que responde pelas características masculinas, como timbre de voz, pêlos do corpo, crescimento de testículos. Quando administrada no organismo, essa substância entra em contato com as células do tecido muscular e age aumentando o tamanho dos músculos. Em doses altas, os anabolizantes aumentam o metabolismo basal, o número de hemácias e a capacidade respiratória. Essas alterações provocam uma redução da taxa de gordura corporal. As pessoas que os consomem ganham força, potência e maior tolerância ao exercício físico. Sem grandes esforços, elas atingem a meta de mudar a aparência rapidamente e a um preço acessível — uma ampola custa em média R$ 7 nas farmácias do país.

Embora essas drogas venham com uma tarja na embalagem alertando que o produto deve ser usado com indicação médica, no Brasil qualquer pessoa pode comprá-las sem receita em farmácias e academias. Muitos dos anabolizantes consumidos pelos jovens brasileiros têm uso veterinário no exterior ! Estudos científicos mostram que o uso inadequado de anabolizantes pode causar sérios prejuízos à saúde, como problemas cardíacos, hipertensão arterial, distúrbios psicológicos provocados pelo aumento da agressividade, complicações hepáticas (hepatotoxidade) e redução de hormônios sexuais.

DEFINIÇÃO :

Esteróides são hormônios, responsáveis pela harmonia das funções vitais do organismo. São compostos químicos sintéticos que imitam os efeitos anabólicos da testosterona, tendo a propriedade de ativar o metabolismo protéico, retendo o nitrogênio e aumentando a atividade do RNA. Além dos esteróides nosso organismo também possui outros hormônios tais como a insulina, o glucagon, os hormônios da tiróide e outros. Existem três categorias de esteróides :

  • Estrógenos ( hormônio feminino ) produzido pelo ovário, produz os caracteres sexuais femininos;
  • Andrógenos ( hormônio masculino ) produzido pelos testículos, produz os caracteres masculinos;
  • Cortizona que é produzida por ambos os sexos, tem efeito analgésico e anti-inflamatório.


Os esteróides anabólicos são um subgrupo de andrógenos

Os efeitos desejáveis com a administração dos esteróides são:

  • Aumento da síntese protéica;
  • Diminuição da fadiga;
  • Aumentar a retenção de glicogênio;
  • Favorecer o metabolismo dos aminoácidos
  • Inibir a atuação do cortisol ( hormônio catabólico), liberado pelo stress. Também torna o organismo mais suscetível à gripes e resfriados por suprimir os mecanismos imunológicos.
  • Promover um balanço nitrogenado positivo;
  • Aumento da força de contratilidade muscular.

TIPOS DE ANABOLIZANTES :

Foram produzidos vários tipos de esteróides anabólicos pela indústria farmacêutica:
Supositórios, cremes, selos de fixação na pele e sublingual, porém os mas consumidos são os: orais e os injetáveis.

ORAIS : Via comprimido, na sua ingestão passa pelo estômago, é absorvido pelo
intestino, processado pelo fígado, então vai para acorrente sangüínea. Como o fígado é responsável pela destruição de qualquer corpo estranho no organismo, vários esteróides estavam sendo destruídos através de um processo chamado 17 alpha alcalinização. A alcalinização provoca uma sobrecarga no fígado que acaba danificado por um esforço para combater algo que não consegue processar.

INJETÁVEIS : Os esteróides injetáveis são menos nocivos do que os orais, por não
passar por um processo de alcalinização. Esse tipo de esteróide passa pela corrente sangüínea via muscular, e umas das vantagens é que a base oleosa permanece na corrente sangüínea com uma longa duração, visto que o óleo demora para se dissipar no local da aplicação devido a sua viscosidade. As desvantagens dos anabolizantes injetáveis é que são mais tóxicos para os rins e são desconfortáveis devido a sua forma de aplicação: "injetável".



EFEITOS COLATERAIS :

Inúmeros efeitos colaterais de longo e curto prazo são relacionados com o uso de esteróides anabólicos. Veja abaixo, alguns já conhecidos :

  • Calvície;

  • Acne;

  • Agressividade;

  • Hipertensão arterial;

  • Hipertrofia da próstata;

  • Limitação do crescimento;

  • Hepatotoxidade;

  • Impotência sexual;

  • Esterilidade;

  • Insônias;

  • Cefaléias;

  • Aumento do mau colesterol LDL;

  • Diminuição do bom colesterol HDL;

  • Ginecomastia (surgimento de seios);

  • Selamento das epífises ósseas;

  • Coronáriopatias (complicações cardíacas);

  • Enrijecimento das articulações;

  • Atrofia testicular;

  • Em mulheres, além dos acima citados podem ocorrer:

  • Virilização;

  • Crescimento de pelos;

  • Engrossamento da voz;

  • Hipertrofia do clitóris;

  • Distúrbios menstruais e ovulatórios.



Um comentário:

  1. Olá blogueiro!

    O número de pessoas com hipertensão no Brasil aumentou de 21,5%, em 2006, para 24,4%, em 2009. A hipertensão é uma doença silenciosa e ataca todas as faixas etárias. Por isso, junte-se à campanha de combate e controle da hipertensão do Ministério da Saúde. Você pode ajudar na conscientização da população por meio do material de campanha que disponibilizamos para download. Caso se interesse, entre em contato com fernanda.scavacini@saude.gov.br
    Obrigado!

    Ministério da Saúde

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