sábado, 29 de maio de 2010

Equinoterapia




Por Darío Montero*

O Terramérica visitou uma fazenda nos arredores da capital uruguaia, onde as pessoas que sofrem problemas emocionais, dependentes químicos, autisimo ou síndrome de Down se beneficiam da eqüinoterapia.

MONTEVIDÉU, 12 de junho (Terramérica).- Decidida e rapidamente, Matilde, uma menina hiperativa de 12 anos com síndrome de Down, entra em comunhão com um cavalo no estabelecimento rural de eqüinoterapia do fisiatra uruguaio Néstor Nieves. A interação com o animal funciona como um estimulador múltiplo para a garota. Quem a guia é um especialista em psicomotricidade, um dos sete filhos de Nieves e sua mulher, a educadora Ana María Reyes, que realizam esta experiência em uma fazenda alugada. a cerca de 30 minutos de automóvel do movimentado centro de Montevidéu.

A eqüinoterapia “se baseia no aproveitamento das qualidades naturais do cavalo para buscar a reabilitação integral do indivíduo, concebido como um ser psicossocial portador de uma ou múltiplas deficiências, que integra harmonicamente saúde, educação e equitação”, diz um folheto escrito pelo já falecido Carlos Barboza, médico e co-fundador da aventura de Nieves, na não-governamental Associação Nacional de Reabilitação Eqüestre (Anre). “São muito poucas as patologias que não se beneficiam da interação com o cavalo. A relação com este animal gera vínculos com a equipe interdisciplinar, age como estimulador múltiplo na área motora, com seu movimento tridimensional e repetitivo”, diz Barboza no texto.

Néstor Nieves explica ao Terramérica os avanços obtidos com a eqüinoterapia em pessoas com as mais distintas patologias físicas, psíquicas e sociais, enquanto recebe seus primeiros pacientes, em uma manhã de domingo, banhada por um acolhedor sol de outono. O passeio a cavalo pode durar até uma hora e meia, chegando, inclusive, à horta orgânica vizinha, e inclui outras aproximações com o animal, como a escovação e a preparação da montaria. “Trabalhamos com três eixos temáticos: educação, saúde e emergência social”, conta Nieves, enquanto sua mulher inicia um trabalho paciente com Matilde. A mãe e o irmão mais novo da menina também se integram à tarefa e ao entorno, descarregam tensões e participam de seus progressos evidentes.

“Supõe-se que um indivíduo, com o passo do cavalo, faça 1,8 mil ajustes tônicos, o que gera estímulos psicológicos”, descreve o especialista. A tarefa é multidisciplinar e envolve médicos, fisiatras, educadores, psicólogos, terapeutas ocupacionais e pediatras. Os pacientes são pessoas com amputações, distrofia muscular, lesões medulares, cegueira, surdez, autismo, síndrome de Down, transtornos emocionais, dependentes químicos, retardamento mental e uma dezena mais de patologias. A isso se somam jovens expulsos do sistema educacional ou trabalhista devido à profunda crise econômica pela qual o país passa, como ressalta Nieves, que se considera em constante aprendizado. Para isso, mantém estreitas ligações com experiências de terapias integracionais de longa data em Cuba e de eqüinoterapia no Brasil, França e Espanha, entre outros países, além de intercâmbios com chilenos, peruanos e mexicanos.

As origens da eqüinoterapia são ancestrais, e há cerca de 70 anos foi retomada de maneira sistemática no norte da Europa, enquanto os pioneiros na América são os brasileiros, que hoje contam com cerca de 200 centros. Nieves acredita que um congresso mundial, marcado para agosto, no Brasil, ajudará a desenvolver o sistema com um enfoque social no país e na região. Paradoxalmente, este médico começou na eqüinoterapia em meio a um apinhado complexo habitacional que reúne cerca de 70 mil pessoas, em um populoso bairro de Montevidéu. “Esse meio não era adequado, e por isso há seis anos mudamos para o campo”, explica, assegurando que seu estabelecimento “tem coisas mágicas”.

Como afirma, em conjunto com a mulher, o trabalho com os cavalos mudou a vida de toda a família. “Nos abriu o mundo da terapia ocupacional”, por exemplo. O objetivo final da experiência da terapia com cavalos é passar de um sistema de saúde assistencialista, imperante no Uruguai e em quase toda a América Latina, para um sistema de integração, includente e socializante. “É, definitivamente, a busca da mudança desse modelo para incorporar a reabilitação”, deixada de lado porque implica reinserção social, somente possível quando se dá à pessoa oportunidades de trabalho ou estudo, no caso dos mais jovens, disse Nieves.

A meta é espalhar pelo país escolas agrárias que incluam deficientes, jovens desempregados e desertores do ensino secundário, um projeto apresentado ao governo do presidente Tabaré Vázquez tão logo este assumiu (em março de 2005) e que está a ponto de se tornar realidade. Trata-se de aproveitar cerca de 30 escolas rurais inativas e outras 700 pouco utilizadas para desenvolver as fazendas educativas. “É hora de unir os centros de todo o país”, destaca Nieves. O ponto de partida foi a aliança entre a Anre e a Associação Cubana de Proteção Animal, uma organização não-governamental que funciona com a aprovação do Ministério da Cooperação Estrangeira. Agora é a fase para o convênio de país a país, no qual já se trabalha.

* O autor é subdiretor da IPS para a América Latina e o Caribe.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Esteroides Anabolizantes

O uso crescente de anabolizantes artificiais com fins estéticosnos nos Estados Unidos é classificada como uma "Epidemia silenciosa". Pesquisas recentes mostram que 7% dos estudantes colegiais americanos já foram ou são usuários de anabolizantes e que 9% dos que freqüentam academia os consomem regularmente. É a droga mais encontrada nos exames antidoping feitos pelo Comitê Olímpico Internacional.

No Brasil, embora não tenham sido feitos levantamentos capazes de quantificar o uso dos esteróides anabólicos, pode-se afirmar que o consumo cresce assustadoramente entre a população jovem. E isso acontece sem o menor controle das autoridades da saúde, porque não há no país uma regulamentação destinada a normatizar a venda desses medicamentos. Grande parte dos produtos anabolizantes consumidos internamente vem do exterior e é comercializada no mercado negro. Desenvolvidos na década de 1950, os anabolizantes ou esteróides anabólicos são produzidos a partir do hormônio masculino testosterona, potencializando sua função anabólica, responsável pelo desenvolvimento muscular, e reduzindo o efeito androgênico, que responde pelas características masculinas, como timbre de voz, pêlos do corpo, crescimento de testículos. Quando administrada no organismo, essa substância entra em contato com as células do tecido muscular e age aumentando o tamanho dos músculos. Em doses altas, os anabolizantes aumentam o metabolismo basal, o número de hemácias e a capacidade respiratória. Essas alterações provocam uma redução da taxa de gordura corporal. As pessoas que os consomem ganham força, potência e maior tolerância ao exercício físico. Sem grandes esforços, elas atingem a meta de mudar a aparência rapidamente e a um preço acessível — uma ampola custa em média R$ 7 nas farmácias do país.

Embora essas drogas venham com uma tarja na embalagem alertando que o produto deve ser usado com indicação médica, no Brasil qualquer pessoa pode comprá-las sem receita em farmácias e academias. Muitos dos anabolizantes consumidos pelos jovens brasileiros têm uso veterinário no exterior ! Estudos científicos mostram que o uso inadequado de anabolizantes pode causar sérios prejuízos à saúde, como problemas cardíacos, hipertensão arterial, distúrbios psicológicos provocados pelo aumento da agressividade, complicações hepáticas (hepatotoxidade) e redução de hormônios sexuais.

DEFINIÇÃO :

Esteróides são hormônios, responsáveis pela harmonia das funções vitais do organismo. São compostos químicos sintéticos que imitam os efeitos anabólicos da testosterona, tendo a propriedade de ativar o metabolismo protéico, retendo o nitrogênio e aumentando a atividade do RNA. Além dos esteróides nosso organismo também possui outros hormônios tais como a insulina, o glucagon, os hormônios da tiróide e outros. Existem três categorias de esteróides :

  • Estrógenos ( hormônio feminino ) produzido pelo ovário, produz os caracteres sexuais femininos;
  • Andrógenos ( hormônio masculino ) produzido pelos testículos, produz os caracteres masculinos;
  • Cortizona que é produzida por ambos os sexos, tem efeito analgésico e anti-inflamatório.


Os esteróides anabólicos são um subgrupo de andrógenos

Os efeitos desejáveis com a administração dos esteróides são:

  • Aumento da síntese protéica;
  • Diminuição da fadiga;
  • Aumentar a retenção de glicogênio;
  • Favorecer o metabolismo dos aminoácidos
  • Inibir a atuação do cortisol ( hormônio catabólico), liberado pelo stress. Também torna o organismo mais suscetível à gripes e resfriados por suprimir os mecanismos imunológicos.
  • Promover um balanço nitrogenado positivo;
  • Aumento da força de contratilidade muscular.

TIPOS DE ANABOLIZANTES :

Foram produzidos vários tipos de esteróides anabólicos pela indústria farmacêutica:
Supositórios, cremes, selos de fixação na pele e sublingual, porém os mas consumidos são os: orais e os injetáveis.

ORAIS : Via comprimido, na sua ingestão passa pelo estômago, é absorvido pelo
intestino, processado pelo fígado, então vai para acorrente sangüínea. Como o fígado é responsável pela destruição de qualquer corpo estranho no organismo, vários esteróides estavam sendo destruídos através de um processo chamado 17 alpha alcalinização. A alcalinização provoca uma sobrecarga no fígado que acaba danificado por um esforço para combater algo que não consegue processar.

INJETÁVEIS : Os esteróides injetáveis são menos nocivos do que os orais, por não
passar por um processo de alcalinização. Esse tipo de esteróide passa pela corrente sangüínea via muscular, e umas das vantagens é que a base oleosa permanece na corrente sangüínea com uma longa duração, visto que o óleo demora para se dissipar no local da aplicação devido a sua viscosidade. As desvantagens dos anabolizantes injetáveis é que são mais tóxicos para os rins e são desconfortáveis devido a sua forma de aplicação: "injetável".



EFEITOS COLATERAIS :

Inúmeros efeitos colaterais de longo e curto prazo são relacionados com o uso de esteróides anabólicos. Veja abaixo, alguns já conhecidos :

  • Calvície;

  • Acne;

  • Agressividade;

  • Hipertensão arterial;

  • Hipertrofia da próstata;

  • Limitação do crescimento;

  • Hepatotoxidade;

  • Impotência sexual;

  • Esterilidade;

  • Insônias;

  • Cefaléias;

  • Aumento do mau colesterol LDL;

  • Diminuição do bom colesterol HDL;

  • Ginecomastia (surgimento de seios);

  • Selamento das epífises ósseas;

  • Coronáriopatias (complicações cardíacas);

  • Enrijecimento das articulações;

  • Atrofia testicular;

  • Em mulheres, além dos acima citados podem ocorrer:

  • Virilização;

  • Crescimento de pelos;

  • Engrossamento da voz;

  • Hipertrofia do clitóris;

  • Distúrbios menstruais e ovulatórios.



sábado, 8 de maio de 2010

Ginastica Localizada


Ginástica Localizada


Uma das mais tradicionais formas de fazer exercícios físicos é a ginástica localizada.

Sem dúvida nenhuma ela é a campeã de participantes nas academias. As salas de ginástica localizada vivem lotadas de alunos assíduos prontos para muita transpiração e malhação.

O nome ginástica localizada é colocada pela forma como ela é feita, com os exercícios priorizando séries para cada segmento muscular ou pelos segmentos articulares.

Dentro de uma sala de ginástica, muita música e agitação para deixar os alunos no ritmo da malhação. O professor comanda os exercícios, as séries a serem feitas e as correções para a execução perfeita do movimento.

Durante uma aula de ginástica encontramos alunos com diferentes tipos de desenvolvimento, por isso é necessário a presença constante de um professor para orientar a intensidade do exercício para cada aluno. Assim todos vão estar fazendo a mesma aula, mas cada um com o seu ritmo sem o risco de dores ou contusões.

A aula de ginástica localizada dura em media 60 minutos e deve ser feita pelo menos 3 vezes na semana, para que os efeitos benéficos sejam alcançados com sucesso.

Pelo fato de boa parte da aula ser de forma aeróbia, há uma melhora no sistema cardiorrespiratório. O aluno ainda terá um fortalecimento dos músculos de forma geral, de acordo com a variedade de exercícios realizados, incluindo exercícios com pesos e bastões. É uma ótima forma de adquirir saúde e deixar o corpo bonito.







Fernando Santos Fernandez -
Formado pela UNIMONTE e com
Pós-Graduação na Faculdade de Educação Física de Santos

terça-feira, 16 de março de 2010

Anorexia


Anorexia nervosa
Anorexia nervosa é um distúrbio alimentar resultado da preocupação exagerada com o peso corporal, que pode provocar problemas psiquiátricos graves. A pessoa se olha no espelho e, embora extremamente magra, se vê obesa. Com medo de engordar, exagera na atividade física, jejua, jejua, vomita, toma laxantes e diuréticos.
É um transtorno que se manifesta principalmente em mulheres jovens, embora sua incidência esteja aumentando também em homens. Às vezes, os pacientes anoréxicos chegam rapidamente à caquexia, um grau extremo da desnutrição e o índice de mortalidade chega a atingir 15% a 20% dos casos.

Sintomas
·Perda exagerada de peso em curto espaço de tempo sem nenhuma justificativa. Nos casos mais graves, o índice de massa corpórea chega a ser inferior a 17;
·Recusa em participar das refeições familiares. Os anoréxicos alegam que já comeram e que não estão mais com fome;
·Preocupação exagerada com o valor calórico dos alimentos. Esses pacientes chegam a ingerir apenas 200kcal por dia;
·Interrupção do ciclo menstrual (amenorréia) e regressão das características femininas;
·Atividade física intensa e exagerada;
·Depressão, síndrome do pânico, comportamentos obsessivo-compulsivos;
·Visão distorcida do próprio corpo. Apesar de extremamente magras, essas pessoas julgam-se com excesso de peso;
·Pele extremamente seca e coberta por lanugo (pêlos parecidos com a barba de milho).

Causas
Diversos fatores favorecem o aparecimento da doença: predisposição genética, o conceito atual de moda que determina a magreza absoluta como símbolo de beleza e elegância, a pressão da família e do grupo social e a existência de alterações neuroquímicas cerebrais, especialmente nas concentrações de serotonina e noradrenalina.

Recomendações
·Algumas profissões são consideradas de risco para a anorexia. Bailarinas, jóqueis, atletas olímpicos, precisam estar atentos para a pressão que sofrem para reduzir o peso corporal;
·A faixa etária está baixando nos casos de anorexia. A família precisa observar especialmente as meninas que disfarçam o emagrecimento usando roupas largas e soltas no corpo e se recusam a participar das refeições em casa;
·Às vezes, os familiares só se dão conta do que está acontecendo quando, por acaso, surpreendem a paciente com pouca roupa e vêem seu corpo esquelético, transformado em pele e osso. Nesse caso, é urgente procurar atendimento médico especializado;
·O ideal de beleza que a sociedade e os meios de comunicação impõem está associado à magreza absoluta. É preciso olhar para esses apelos com espírito critico e bom senso e não se deixar levar pela mensagem enganosa que possam expressar;
·Se o paciente anoréxico estiver correndo risco por causa da caquexia e dos distúrbios psiquiátricos deve ser internado num hospital para tratamento médico.

Tratamento
A reintrodução dos alimentos deve ser gradativa. Caso contrário provocaria grande sobrecarga cardíaca. Às vezes, é necessária a internação hospitalar para que essa oferta gradual de calorias seja controlada por nutricionistas.
Não há medicação específica para a anorexia nervosa. Medicamentos antidepressivos podem ajudar a atenuar sintomas depressivos, compulsivos e de ansiedade. Em geral, o tratamento de pacientes anoréxicos exige o trabalho de equipe multidisciplinar.

Fonte: Drauzio Varella


sexta-feira, 12 de março de 2010

Esporte Adaptado



O Esporte Adaptado

A realidade de grande parte dos portadores de necessidades educativas especiais no Brasil e no mundo revela poucas oportunidades para engajamento em atividades esportivas, seja com objetivo de movimentar-se, jogar ou praticar um esporte ou atividade física regular.

A prática de atividade física e/ou esportiva por portadores de algum tipo de deficiência, sendo esta visual, auditiva, mental ou física, pode proporcionar dentre todos os benefícios da prática regular de atividade física que são mundialmente conhecidos, a oportunidade de testar seus limites e potencialidades, prevenir as enfermidades secundárias à sua deficiência e promover a integração social do indivíduo.

As atividades físicas, esportivas ou de lazer propostas aos portadores de deficiências físicas como os portadores de seqüelas de poliomielite, lesados medulares, lesados cerebrais, amputados, dentre outros, possui valores terapêuticos evidenciado benefícios tanto na esfera física quanto psíquica.

Quanto ao físico, pode-se ressaltar ganhos de agilidade no manejo da cadeira de rodas, de equilíbrio dinâmico ou estático, de força muscular, de coordenação, coordenação motora, dissociação de cinturas, de resistência física; enfim, o favorecimento de sua readaptação ou adaptação física global (Lianza, 1985; Rosadas, 1989 e Souza, 1994). Na esfera psíquica, podemos observar ganhos variados, como a melhora da auto-estima, integração social, redução da agressividade, dentre outros benefícios ( Alencar, 1986; Souza, 1994; Give it a go, 2001).

A escolha de uma modalidade esportiva pode depender em grande parte das oportunidades que são oferecidas aos portadores de deficiência física, da sua condição sócio-econômica, das suas limitações e potencialidades, da suas preferências esportivas, facilidade nos meios de locomoção e transporte, de materiais e locais adequados, do estímulo e respaldo familiar, de profissionais preparados para atende-los, dentre outros fatores.

Diversos autores como Guttman (1976b), Seaman (1982), Lianza (1985), Sherrill (1986), Rosadas (1989), Souza (1994), Schutz (1994) e Give it a go (2001), e ressaltam que os objetivos estabelecidos para as atividades físicas ou esportivas para portadores deficiência, seja esta física mental, auditiva ou individual devem considerar e respeitar as limitações e potencialidades individuais do aluno, adequando as atividades propostas a estes fatores, bem como englobar objetivos, dentre outros:

  • Melhoria e desenvolvimento de auto-estima, autovalorização e auto-imagem;

  • o estímulo à independência e autonomia;

  • a socialização com outros grupos;

  • a experiência com suas possibilidades, potencialidades e limitações;

  • a vivência de situações de sucesso e superação de situações de frustração;

  • a melhoria das condições organo-funcional (aparelhos circulatório, respiratório, digestivo, reprodutor e excretor);

  • melhoria na força e resistência muscular global;

  • ganho de velocidade;

  • aprimoramento da coordenação motora global e ritmo;

  • melhora no equilíbrio estático e dinâmico;

  • a possibilidade de acesso à prática do esporte como lazer, reabilitação e competição;

  • prevenção de deficiências secundárias;

  • promover e encorajar o movimento;

  • motivação para atividades futuras;

  • manutenção e promoção da saúde e condição física

  • desenvolvimento de habilidades motoras e funcionais para melhor realização das atividades de vida diária

  • desenvolvimento da capacidade de resolução de problemas.

Os jogos organizados sobre cadeira de rodas forma conhecidos após a Segunda Guerra Mundial, onde esta tragédia na história da humanidade fez com que muitos dos soldados que combateram nas frentes de batalha voltassem aos seus países com seqüelas permanentes. Porem este evento, terrível, proporcional ao portador de deficiência, melhores condições de vida, pois os deficientes pós-guerra eram heróis e tinham o respeito da população por isto, bem como uma preocupação governamental (Guttman, 1981, Adms e col., 1985; Alencar, 1986 Cidade e Freitas, 1999).

O pós-guerra, de acordo com Assumpção (2002), criou uma situação emergencial, onde a construção de centros de reabilitação e treinamento vocacional, em todo o mundo foi extremamente necessária. Os programas de reabilitação destes diferentes centros perceberam que os esportes eram um importante auxiliar na reabilitação dos veteranos de guerra que adquiriram algum tipo de deficiência.

As atividades desportivas foram introduzidas em programas de reabilitação pelo Dr. Ludwig Guttmann no Centro de Reabilitação de Stoke Mandeville no ano de 1944, como parte essencial no tratamento médico de lesados medulares, auxiliando na restauração e manutenção da atividade mental e na autoconfiança (Guttmann, 1981).

Concordando com o Dr. Guttmann, Sarrias (1976), ressalta que o esporte pode ser um agente fisioterapêutico atuando eficazmente na reabilitação social e psicologia do portador de deficiência, não devendo ser considerada apenas como uma atividade recreativa.

Os jogos paraolímpicos aconteceram oficialmente em 1960 em Roma, sendo instituída pela Organização Internacional de Esportes a realização dos Jogos Paraolímpicos após a realização das Olimpíadas (Alencar, 1986).

Souza (1994), enfatiza que o esporte adaptado deve ser considerado como uma alternativa lúdica e mais prazerosa, sendo este parte do processo de reabilitação das pessoas portadoras de deficiências físicas.

A ACMS (1997), relata que um programa de atividades físicas para os portadores de deficiência física devem observar a princípio se a adaptação dos esportes ou atividades mantendo os mesmos objetivos e vantagens da atividade e dos esportes convencionais, ou seja, aumentar a resistência cardio-respiratória, a força, a resistência muscular, a flexibilidade, etc. Posteriormente, observar se esta atividade possui um caráter terapêutico, auxiliando efetivamente no processo de reabilitação destas pessoas.

Um outro ponto a considerar na elaboração de atividades para os portadores de necessidades educativas especiais, em destaque aqui o portador de deficiência física, é a necessidade de adaptação dos materiais e equipamento, bem como a adaptação do local onde esta atividade será realizada.

A redefinição dos objetivos do jogo, do esporte ou da atividade se faz necessário, para melhor adequar estes objetivos às necessidades do processo de reabilitação. Assim como reduzir ou aumentar o tempo de duração das atividades, mas sempre com a preocupação de manter os objetivos iniciais atingíveis.

A realização de atividades físicas, esportivas e de lazer com deficientes, tem que respeitar todas as normas de segurança, evitando novos acidentes, deve-se estar atento a todos os tipos de movimentos a serem realizados, auxiliar o deficiente sempre que necessário, e estimular sempre o desenvolvimento da sua potencialidade.


Modalidades Esportivas

As modalidades esportivas para os portadores de deficiências físicas são baseadas na classificação funcional e atualmente apresentam uma grande variedade de opções. As modalidades olímpicas são o arco e flecha, atletismo, basquetebol, bocha, ciclismo, equitação, futebol, halterofilismo, iatismo, natação, rugby, tênis de campo, tênis de mesa, tiro e voleibol ( ABRADECAR, 2002). Apresentaremos algumas das modalidades esportivas, as mais conhecidas, que podem ser praticadas pelos deficientes físicos, sendo:

Arco e flecha: Esta modalidade esportiva pode ser praticada por atletas andantes como amputados ou por atletas usuários de cadeiras de rodas como os lesados medulares. Todas as deficiências físicas podem participar desta modalidade esportivas, respeitando estas duas categorias, em pé e sentado. A participação em competições e o sistema de resultados são semelhantes à modalidade convencional olímpica.

Atletismo: As provas de atletismo podem ser disputadas por atletas com qualquer tipo de deficiência em categorias masculina e feminina, pois os atletas são divididos por classes de acordo com o seu grau de deficiência, que competem entre si nas provas de pistas, campo, pentatlo e maratona. Esta é uma modalidade esportiva que sofre freqüentes modificações, visando possibilitar melhores condições técnicas para o desenvolvimento desta modalidade.

Basquetebol sobre rodas: é jogado por lesados medulares, amputados, e atletas com poliomielite de ambos os sexos. As regras utilizadas são similares à do basquetebol convencional, sofrendo apenas algumas pequenas adaptações.

Bocha: Esta modalidade esportiva foi adaptada para paralisados cerebrais severos. O objetivo do consiste em lançar as bolas o mais perto possível da bola branca.

Ciclismo: Neste esporte participam atletas paralisados cerebrais, cegos com guias e amputados nas categorias masculina e feminina, individual ou por equipe. Pequenas alterações foram realizadas nas regras do ciclismo convencional, melhorando a segurança e a classificação dos atletas de acordo com sua deficiência, possibilitando adaptações nas bicicletas. Os atletas participam de provas de estrada, velódromo e contra-relógio.

Equitação: Os deficientes físicos participam deste esporte apenas na categoria de habilidades. Para esto é necessário analisar os possíveis deficientes que podem participar.

Esgrima: Este esporte é praticado por atletas usuários de cadeira de rodas como os lesados medulares, amputados e paralisados cerebrais em categorias masculina ou feminina. Estes atletas participam das modalidades de espada, sabre e florete, sendo provas individuais ou por equipes. Para participação em eventos competitivos todos os atletas são presos ao solo, possuindo os movimentos livres para tocar o corpo do adversário.

Futebol: Nesta modalidade esportiva, sendo que o atleta portador de paralisia cerebral compete na modalidade de campo e o atleta amputado compete na modalidade de quadra. Alterações nas regras como o número de jogadores, largura do gol e da marca do pênalti estão presente.

Halterofilismo: Esta modalidade esportiva é aberta a todos os atletas portadores de deficiência física do sexo masculino e feminino. A divisão de acordo com o peso corporal em 10 categorias.

Iatismo: Todos os atletas deficientes podem participar, as modificações são realizadas apenas no equipamento e na tripulação, não havendo alterações nas regras da competição.

Lawn Bowls: é um esporte similar a Bocha, sendo este aberto à participação de todas os portadores de deficientes físicas.

Natação: As regras são as mesmas da natação convencional com adaptações quanto as largadas, viradas e chegadas. As provas são variados e os estilos abrangem os estilos oficiais. As competições são realizadas entre atletas da mesma classe. Podem participar desta modalidade esportiva portadores de qualquer deficiência, sendo agrupados os portadores de deficiência visual e os demais.

Racquetball: Este esporte pode ser praticado por atletas paralisados cerebral, é possui características similares ao tênis de mesa.

Rugby em cadeira de rodas: Esta modalidade foi adaptada para lesados medulares com lesões altas - tetraplégicos - que realizam um jogo com bola de voleibol com objetivo de marcar pontos ao fazer com que a bola ultrapasse uma determinada linha no fundo da quadra.

Tênis de campo: Esporte realizado em cadeiras de rodas, independente do tipo de deficiência física que o atleta possua nas categorias masculina e feminina. As regras sofrem apenas uma adaptação em relação ao tênis de campo convencional, sendo esta que a bola pode quicar duas vezes, a primeiro pingo deverá ser dentro da quadra. As categorias são: masculino e feminino, individual e em duplas.

Tênis de mesa: Deficientes físicos como o lesado cerebral, lesado medular, amputados ou portador de qualquer tipo de deficiência física pode-se participar desta modalidade esportiva, onde as provas são realizadas em pé ou sentado. As provas podem ser realizadas em duplas e individuais, sendo a classificação de acordo com o nível de deficiência. As regras sofrem poucas modificações, em relação ao tênis de mesa convencional.

Tiro ao alvo: Esporte aberto a atletas com qualquer tipo de deficiência física do sexo masculino ou feminino, nas categorias sentado e em pé. As equipes podem possuir atletas de ambos os sexos e diferentes tipos de deficiência física. As provas podem ser realizadas utilizando pistola ou carabina.

Voleibol: Poderá ser praticado por atletas Lesados medulares que participaram da modalidade de voleibol sentado e os amputados, que participarão desta modalidade em pé.


Comentario final

A participação de portadores de deficiência física em eventos competitivos no Brasil e no mundo vem sendo ampliada. Por serem um elemento ímpar no processo de reabilitação, as atividades físicas e esportivas, competitivas ou não devem ser orientadas e estimuladas, visando assim possibilitar ao portador de deficiência física, mesmo durante seu programa de reabilitação alcanças os benefícios que estas atividades podem oferecer, visando uma melhor qualidade de vida.



quinta-feira, 11 de março de 2010

Relaxamento Muscular


O relaxamento é uma técnica física que auxilia nos estados de estresse, tensão muscular, ou ainda como meio revigorante que atua beneficamente sobre sua saúde física, mental e emocional.

O ambiente

Para fazer relaxamento, o ideal é estar num ambiente confortável, aquecido, à meia luz e silencioso.

Deite-se em uma cama, sofá, ou mesmo sobre o tapete. Use um travesseiro não muito alto sob a cabeça.

Técnicas

Respiração - Coloque as mão sobre as costelas e concentre-se nos seus movimentos de inspiração e expiração. Mantenha uma respiração rítmica e suave. Relaxe os ombros, solte os quadris, braços, pernas e a musculatura do rosto: solte os músculos da testa, as pálpebras, as mandíbulas e sinta a língua solta dentro da boca.

Você deve fazer esse tipo de relaxamento quando não tiver tempo suficiente ou se estiver em um ambiente impróprio para fazer o Relaxamento Muscular Progressivo.

relaxamento1

Relaxamento muscular progressivo - Nesta técnica desenvolvida por um médico norte americano chamado Jacobson, é utilizada a contração muscular seguida de relaxamento, de diversos grupos musculares, iniciando nos membros, depois o tronco e a cabeça. Você precisa ter no mínimo vinte minutos para fazer esse tipo de relaxamento.

Deite-se de costas com os braços e pernas soltos e olhos fechados, respire normalmente.

relaxamento

1- dobre seus pés em direção ao seu corpo. Sinta a tensão, mantenha por alguns segundos e relaxe.

2 - estique seus pés, sinta a tensão nos músculos da barriga da perna, mantenha por alguns segundos e relaxe.

3 - Aperte o calcanhar contra o apoio, sinta os músculos da perna contraidos, mantenha e relaxe.

4 - Contraia os músculos das nádegas, mantenha por alguns segundos e relaxe.

5 - Expandir o abdômen abaulando a barriga. Mantenha e relaxe. Não prenda a respiração, respire normalmente.

6 - Contraia os músculos das costas como se quisesse se desprender do apoio. Mantenha e relaxe.

7 - Eleve os ombros na direção das orelhas, sinta a tensão e relaxe.

8 - Levante os braços estendidos em direção ao teto, mantenha e relaxe vagarosamente.

9 - Feche os olhos apertando-os, mantenha e relaxe.

10 - Franza as sobrancelhas, sinta as tensão dos músculos da testa e relaxe.

11 - Aperte os lábios, mantenha e relaxe. Os dentes devem estar separados e os lábios soltos.

12 - Olhe para o teto, para baixo, para os lados e relaxe.

Término do relaxamento:

Você deve sentir o seu corpo totalmente relaxado a respiração leve e a mente livre de pensamentos estressantes.

Fique deitado durante alguns minutos apreciando seu estado de relaxamento.

Faça uma contagem regressiva a partir do cinco e levante-se vagarosamente.

sábado, 6 de março de 2010

Benefícios da caminhada



Muitas pessoas têm o hábito de caminhar, outras caminham apenas nos meses que antecedem o verão. Há ainda aquelas que nem se preocupam em fazer exercícios ... Mas saiba que a caminhada é uma das melhores atividades físicas e deveria ser praticada diariamente, pois faz muito bem à saúde.

Se você nunca experimentou, por que não começar agora? Ainda há tempo. Corra para o guarda-roupa, vista uma algo bem leve e procure caminhar num local gostoso e tranquilo.

A caminhada é um exercício aeróbico muito simples, que não exige equipamentos, roupas ou locais específicos, apenas um calçado adequado para não causar lesões. Pode ser feita por qualquer pessoa, independente de sexo ou idade.

`É um dos exercícios mais indicados para adultos, especialmente idosos e portadores de doenças cardíacas e metabólicas, como diabetes, osteoporose, obesidade e colesterol alto,´ explica a educadora física Adriana Ramos da Silva, da Clínica Caminho. E, além disso tudo, é uma maneira segura de fortalecer a musculatura de maneira global, pois o risco de lesões é muito baixo.´

Ela também ajuda no tratamento de distúrbios psicológicos. `Caminhar ou correr 30 minutos, três vezes por semana, pode ser tão eficiente no tratamento de depressão aguda quanto a utilização de medicamentos,´ afirma Adriana.

No entanto, é preciso tomar alguns cuidados para que a caminhada seja eficiente. Segundo Adriana, o ritmo é individual, mas é preciso ser constante e mais acelerado, aumentando a freqüência cardíaca. `Procure contar os batimentos do pulso antes, durante e depois da caminhada. O ideal é praticar entre 65% a 85% da Freqüência Cardíaca Máxima, que corresponde a 220 menos a idade da pessoa.´

Começar sempre devagar, caminhando por 20 minutos, três vezes por semana, e fazer um alongamento simples, principalmente dos membros superiores e inferiores, antes e depois da caminhada são fundamentais. Não pratique exercícios em jejum e beba água antes, durante e depois da prática. E evite andar e parar, como se estivesse passeando. Mantenha o rítmo.

Quando o percurso estiver fácil e o aumento do tempo de caminhada já não estiver sendo sobrecarga, é sinal de que você conseguiu um bom condicionamento físico. `Somente nesse momento é adequado passar para o jogging ou corridas,´ conclui.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Obesidade Morbida














Obesidade Mórbida

A obesidade é uma disfunção que já atinge 35% da população adulta brasileira. Ela está relacionada a diversos problemas de saúde e compromete o bem estar dos indivíduos, inclusive, colocando suas vidas em risco.

O Brasil ocupa o quinto lugar no ranking mundial de pessoas que sofrem de obesidade mórbida, pessoas com Índice de Massa Corporal acima de 40.

Só em Salvador, o universo é de 90 mil obesos mórbidos, além de 300 mil obesos. A doença é denominada “mórbida” pois traz consigo patologias associadas que o obeso pode vir a apresentar e que representam risco de vida.

As mais comuns são:

diabetes
hipertensão arterial
insuficiência cardíaca
apnéia do sono
impotência nos homens
infertilidade nas mulheres
falta de ar ao menor esforço

Também pode apresentar problemas:

Sociais

Como irregularidade no trabalho, perda de emprego ou dificuldade de conseguir emprego, dificuldades para realizar tarefas simples como sentar numa cadeira, andar de ônibus, subir escadas e até mesmo se locomover em casa

Psicológicos

Como dificuldades afetivas e sexuais, sentimento de isolamento e discriminação, frustração em relação ao vestuário.

Causas da Obesidade Mórbida

comer em excesso
comer rápido demais
comer mal
falta de exercício
predisposição genética
fatores psicológicos

Fonte: www.hportugues.com.br


segunda-feira, 1 de março de 2010

Problemas posturais e atividade fisica


A coluna vertebral age como uma haste elástica, proporcionando rigidez e flexibilidade ao tronco, além de servir como proteção à medula espinhal.

A coluna vertebral age como uma haste elástica, proporcionando rigidez e flexibilidade ao tronco, além de servir como proteção à medula espinhal. Ela é formada por um conjunto de 33 vértebras intercaladas por discos intervertebrais (uma substância semelhante a um gel) que têm a função de amortecer os impactos suportando e distribuindo as cargas impostas sobre a coluna vertebral. As vértebras estão distribuídas de tal forma que produzem quatro curvaturas que funcionam como uma mola para suportar as cargas.
Nos pontos onde esta curvatura é mais intensa encontram-se os locais de maior mobilidade e conseqüentemente de maior incidência de lesões, uma vez que tanto o disco intervertebral como os nervos que saem da medula encontram-se mais expostos e comprimidos. Quando estas curvaturas encontram-se dentro dos padrões normais, nos sentimos bem, sem incômodos, porém basta que a nossa coluna comece a apresentar algum desvio nestas curvas para que os problemas comecem a aparecer. Dores nas costas, amortecimento parcial ou total de membros, sensações de queimações tipo ardência em várias partes do corpo, podem ser sinais de que algo não está bem com nossa coluna.
O melhor amigo da coluna vertebral são músculos relativamente fortes para ajudar na sustentação do corpo, mas principalmente, músculos muito bem alongados que facilitem a mobilidade e diminuam a compressão sobre as vértebras. Portanto, se quisermos tratar ou mesmo prevenir problemas posturais que possam levar a futuros incômodos, o alongamento e os exercícios resistidos (trabalho com pesos), surgem como o principal auxiliar, uma vez que darão ao músculo a tonicidade e a flexibilidade necessária.
Existe ainda em nosso meio alguns conceitos que precisam ser alterados, como por exemplo, o de que uma pessoa com problemas na coluna não deva fazer atividade física. Na verdade a falta total de atividade física só irá piorar ainda mais a situação de quem já está com algum tipo de desvio, pois os músculos responsáveis pela postura perderão cada vez mais tonicidade e o que é pior, terão diminuída a sua flexibilidade.
Portanto, os problemas da coluna vertebral podem e devem ser tratados com o auxílio de atividades físicas, desde que muito bem orientadas e com acompanhamento profissional qualificado, pois neste caso os exercícios que um indivíduo pode fazer sem qualquer contra-indicação, podem ser nocivos e piorar as lesões para outro indivíduo. Em outras palavras, o que estas pessoas precisam é de uma atividade física personalizada, elaborada de acordo com os resultados de uma avaliação séria e precisa de seu problema feita pelo médico ortopedista. E para finalizar, é importante que o profissional responsável pela atividade física deste indivíduo trabalhe em conjunto com o médico, numa troca constante de informações que possam levar o cliente a uma maior qualidade de vida.


domingo, 28 de fevereiro de 2010

Atividade Fisica par Terceira idade



Fazer exercícios traz benefícios em qualquer idade, melhorando muito a qualidade de vida. Longevidade e qualidade de vida tem tudo a ver, pois todos desejam viver muito, mas com saúde, bem estar, um bom condicionamento físico e se possível no seu peso ideal

Se você não fizer um esforço físico nem mantiver uma dieta alimentar balanceada, provavelmente não terá alguns benefícios e não desfrutará de uma boa qualidade de vida.O envelhecimento fisiológico não acompanha necessariamente a idade cronológica, pois isto varia de pessoa para pessoa, levando em conta muitos fatores, mas principalmente o estilo de vida de cada um.Há pessoas de 60 anos com um condicionamento físico e qualidade de vida melhor do que algumas de 30 anos. O sedentarismo é sem dúvida, um poderoso inimigo para quem deseja uma vida saudável. Com o passar dos anos, a partir de 30 anos, você vai perdendo massa muscular, flexibilidade, força, equilíbrio, massa óssea, além de aumentar a gordura corporal. Há uma série de modificações nos diferentes sistemas do organismo, seja a nível antropométrico, muscular, cardiovascular, pulmonar, neural ou de outras funções orgânicas que sofrem efeitos deletérios, além do declínio das capacidades funcionais e modificações no funcionamento fisiológico.

O exercício físico é, com certeza um grande aliado e pode prevenir e retardar este processo de envelhecimento. Assim, sendo, principalmente os idosos devem se manter ativos visando principalmente:


- Aumento da autonomia e sensação de bem-estar
- Aumento da força muscular
- Manutenção ou melhora da flexibilidade
- Maior coordenação motora e equilíbrio
- Maior sociabilidade
- Melhora do condicionamento cardio respiratório
- Controle do peso corporal
- Diminuição da ansiedade e depressão
- Maior independência pessoal
- Ajuda no tratamento e prevenção de doenças, entre outros.

A hora é agora! Não deixe para depois. Invista em você e num futuro cheio de alegria. Para isto um fator se torna essencial. É importante que o idoso escolha uma atividade que ele sinta prazer, para não abandonar a atividade. Desta forma se torna mais fácil, manter uma regularidade. Vale a pena, experimentar várias atividades físicas até encontrar a que melhor se adapta ao seu perfil.

Dentre os exercícios, ele deverá fazer:
- Exercícios aeróbios de baixo impacto como caminhadas, mas poderá fazer também bicicleta, transport, hidroginástica etc...
de 5x a 6x por semana de 30 a 60 minutos.
- Exercícios com peso como a musculação 3x a 5x por semana.
- Alongamentos, Yoga, Pilates entre outras atividades que também promovam uma maior flexibilidade e mobilidade articular, de 3x a
6x por semana.



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Produto Diet e Light, como diferenciar?


























Estes produtos estão por toda parte, espalhados nas pratileiras de supermercado, nas despensas, em lachonetes e etc, os produtos vão desde leite, iogurtes, pães, geléias, refrigerantes, requeijão, chocolates, barras de cereais até comidas pré-cozidas.

Os produtos diet e light se multiplicam rapidamente e estão cada vez mais presentes na vida dos consumidores brasileiros. Contudo, apesar do aumento significativo no consumo, será que as pessoas sabem diferenciar os produtos diet dos light?

Na busca por um peso saudável, as pessoas usam e abusam destes produtos, algumas vezes com exagero e sem a orientação de um nutricionista. Muitas pessoas relacionam produtos diet com açúcar e light com gordura. Algumas pesquisas já realizadas, revelaram que maior parte da população desconhece as características desses produtos, o seu real conceito.

É importante entender o termo diet e light, de maneira que se possa escolher o produto de acordo com as necessidades e restrições. De acordo com o Ministério da Saúde, alimentos dietéticos são aqueles produzidos de forma que sua composição atenda às necessidades de indivíduos com exigências físicas, metabólicas, fisiológicas e/ou de doenças específicas. Nesses casos podem ser incluídos os indicados para as dietas com restrição de açúcar ou de sal, gorduras, colesterol e proteínas.

Os alimentos industrializados são denominados produtos alimentícios derivados de um alimento in natura ou de matéria-prima alimentar, adicionado ou não de outras substancias permitidas, obtidos por processo tecnológico adequado, podemos dizer que, os alimentos modificados são aqueles aos quais se agregam, subtraem (total ou parcialmente) um ou mais ingredientes em relação ao alimento convencional correspondente.

DIFERENÇA DOS PRODUTOS DIET E LIGHT

DIET: De acordo com a legislação, são produtos onde ocorre uma redução bastante severa de um determinado nutriente que pode ser qualquer um, e não somente o açúcar, como pensam, e, o alimento chamado diet para açúcares, por exemplo, necessita ser isento ou conter no máximo 0,5% de açúcares em sua composição, sendo indicados para as pessoas que precisam de dietas específicas, como é o caso dos diabéticos que não podem consumir açúcar e estes são substituídos por adoçantes.
Mas, isso não quer dizer que apenas por ser diet, um produto esteja liberado para os diabéticos, pois pode conter açúcar e terem dele retirado apenas o colesterol, por exemplo. "Para que o portador do diabetes possa consumir um alimento dietético, obrigatoriamente deve vir especificado na embalagem que o mesmo não contém açúcar".

LIGHT: São produtos que apresentam uma redução de pelo menos 25% de qualquer dos ingredientes normais, como: açúcares, gordura saturada, gorduras totais, colesterol e sódio, ou seja como ocorre com os diet, os nutrientes restringidos nos produtos light podem ser vários. Só que, nesse caso, ocorre uma redução em relação ao original.

ATENÇÃO
Quem consome produtos diet apenas com a finalidade de está “sempre na linha” também deve ficar atento. Às vezes, os alimentos dietéticos engordam mais do que os originais. Isso acontece com o chocolate diet, por exemplo, não possui adição de açúcar, e para conservar sua consistência após a retirada do açúcar, ganha muito mais gordura, fazendo com que sua quantidade calórica fique bem maior do que o chocolate convencional.

Um diabético pode consumi-lo em quantidades moderadas, mas não são recomendados para pessoas que querem emagrecer.
Ter cuidado com alguns alimentos como: as geléias dietéticas, apesar da ausência do açúcar refinado em sua preparação, contêm bastante frutose, um açúcar de velocidade de absorção menor do que a glicose, mas também capaz de aumentar as calorias da alimentação diária do diabético.

Se for consumida em grande quantidade, além de fornecer muitas calorias, também pode contribuir para alterações, como o aumento de gordura no sangue. Outro produto dietético que merece cuidado é a banana passa, pois a banana só já favorece o aumento rápido do açúcar no sangue e quando essa fruta é dessecada sua caloria aumenta ainda mais.

Alguns produtos diet e light que contém em sua fórmula o ciclamato sódico, por exemplo, é contra-indicado para hipertensos e portadores de problemas renais. É encontrado em adoçantes e vários refrigerantes.

DICAS IMPORTANTES:

. Adquira o hábito de ler os rótulos das embalagens para não se deixar enganar. Observe além do valor calórico, à composição do produto pois o desconhecimento e conceitos equivocados podem induzir a erro, com sérias conseqüências à saúde.

. Os produtos diet e light quando consumidos em excesso contribuem para uma dieta hipercalórica.

. Em relação aos adoçantes, os melhores para quem não deseja engordar são os que vêm em gotas, porque os que são em pó, imitando o açúcar refinado, geralmente contêm lactose ou frutose, que têm mais calorias do que os em forma líquida.

. Mais importante que adquirir um produto diet ou light, é adotar uma alimentação variada e equilibrada, tanto na quantidade como na qualidade dos alimentos.

Considerando todos esses aspectos, torna-se importante para o consumidor conhecer melhor esses produtos, a fim de saber se estão sendo realmente efetivos para o seu objetivo.


Michele Oliveira de Lima
Nutricionista/CRN-5405 Especialista em Obesidade e Emagrecimento
michelelima.nutricionista@hotmail.com

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Os Beneficios da Natação



A natação é uma técnica antiga em que muitas pessoas desconhecem todos os benefícios que ela oferece. Especialistas afirmam que começar a praticar ainda quando bebê, ajuda a desenvolver um sistema respiratório mais resistente a doenças e alergias. É um esporte completo, pois mexe com toda a musculatura do corpo. Além disso, com a amortização do impacto dos movimentos físicos pela água, a probabilidade de sofrer uma lesão é praticamente nula. Quem nada chega a perder aproximadamente 600 calorias por hora, enrijecendo os músculos e definindo a silhueta. A modalidade também melhora a respiração e a coordenação motora. Além de todos os benefícios físicos que oferece, a natação também relaxa a mente e ativa a memória, garantindo uma ótima oxigenação para o cérebro. E não podemos esquecer que também é um grande combatente do estresse, já que com a grande concentração exigida na hora da respiração e nos movimentos, faz com que você alivie as tensões e esqueça um pouco dos problemas do dia-a-dia. Saiba um pouco mais sobre os estilos e seus benefícios: Peito / Clássico. Os músculos mais exigidos nesse estilo são os peitorais e aqueles localizados na parte anterior da perna, entre o pé e o joelho (flexores tipiais). Costas. Trabalha os músculos das costas, barriga, bumbum, peito e parte anterior das coxas. Borboleta. É ótimo para fortalecer ombros e braços e exige uma ótima coordenação entre pernas e braços. Crawl. Ajuda na definição muscular das costas e braços. É um estilo que permite que você nade por um longo período de tempo e com rapidez, favorecendo para quem quer emagrecer.
Fonte: grupobimbo



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Dor após os exercícios


Quem já não sentiu dor depois de fazer exercícios, principalmente quando se inicia uma atividade física? A dor é inevitável tanto para iniciantes como para atletas, mas o importante é saber até que ponto ela é considerada normal ou se está se tornando maléfica.

Se você é iniciante, se está sem praticar exercícios há muito tempo, qualquer atividade irá causar dores musculares no dia seguinte podendo se prolongar até mais dois dias. Isto porque o organismo precisa de um tempo para se adaptar a novos esforços.

No sistema muscular, irá ocorrer microrrupturas nos grupos musculares solicitados durante o exercício e acúmulo de ácido láctico, gerando no organismo um processo de defesa que leva a
um processo inflamatório. Além da parte muscular, você também
irá sentir novas adaptações em outros sistemas como o metabólico, o cardiovascular, etc.

Se você fizer o mesmo treino por um determinado período (em média de 2 a 3 meses) o seu organismo irá se adaptar a intensidade do exercício feito e esta dor irá desaparecer aos poucos.

Mas sempre que você fizer exercícios físicos ou atividades físicas diferentes ou aumentar a intensidade dos exercícios que já está fazendo ou ainda ficar um tempo sem fazer os exercícios e voltar aos mesmos proporcionando novos estímulos ao corpo, esta dor aparecerá.

Os treinos mais intensos darão maior probabilidade a que isto aconteça, por isso os atletas também aprendem a conviver com a dor e evitar lesões. Não é que seja preciso sentir dor para fazer exercícios, e que estes surtam efeito, aliás, se você sente dor durante o exercício é sinal de que está forçando além do que deve ou que já é hora de parar e diminuir o ritmo ou a intensidade do exercício.

Agora tudo depende do seu objetivo. Se você quer melhorar a sua performance, aumentar a massa muscular e melhorar o seu condicionamento cardiorespiratório deverá trabalhar com limites e treinos mais intensos podendo causar estas dores musculares nos dias seguintes ao exercício executado.

Se você treinou e sentiu dor no dia seguinte, procure treinar outros grupos musculares ou fazer atividades com menor intensidade para não piorar a situação. Por isso é muito importante fazer uma avaliação física antes de iniciar os exercícios e conhecer exatamente o seu nível de condicionamento, trabalhando de forma adequada com a intensidade certa que possa lhe proporcionar melhora no rendimento sem causar lesões, respeitando o seu limite.

Fazer compressas de gelo, que é um processo antiinflamatório, pode ajudar a diminuir a inflamação nos músculos. Faça pelo menos 2x por dia por 10 minutos.

Algumas pessoas precisam tomar um antiinflamatório, mas nestes casos é essencial que um médico faça a prescrição do melhor medicamento para você.

Não esqueça de fazer muito alongamento antes e depois dos exercícios, pois estes também ajudam a relaxar a musculatura depois do esforço.

Respeite o período de repouso não treinando o mesmo grupo muscular em dias seguidos ou alternando atividades intensas com atividades moderadas em dias seguidos.

Se estiver com muita dor não treine. Descanse!

Fonte: Valéria Alvin Igayara de Souza
CREF 7075/ GSP



terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Alimentação na atividade física


Quando o assunto é alimentação e atividade física, a maioria das pessoas não sabe ao certo, o que se deve comer antes e depois dos exercícios físicos. Iremos abordar aqui a alimentação para aqueles que praticam alguma atividade física, pois ela poderá influenciar diretamente na disposição do indivíduo e no resultado final de uma atividade física realizada com êxito.

Existe uma interdependência entre uma alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos que irá garantir uma boa qualidade de vida. O indivíduo considerado ativo mantém o corpo e suas atividades vitais em constante exercício, evitando o surgimento de doenças e da obesidade, sendo que esta última pode ser evitada através de um aumento do gasto energético.

Orientações para quem deseja uma boa alimentação aliada aos exercícios físicos

É preciso comer antes e depois
É muito importante não iniciar um exercício em jejum, pois a energia que o seu corpo irá utilizar será a que provém dos carboidratos e na ausência desta, este processo natural não ocorrerá obrigando desta forma o corpo a utilizar outra fonte alternativa, as proteínas, por exemplo, o que irá comprometer a função delas. Deve-se durante o dia realizar no mínimo cinco refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar, todos eles intercalados por pequenos lanches). Procure sempre conciliá-las para que elas possam ocorrer antes e depois do exercício. A ausência do alimento, poderá provocar fraqueza e indisposição prejudicando assim o desempenho do indivíduo e suas funções orgânicas.

Evite a desidratação
Outra dica muito importante e bastante conhecida é quanto à hidratação corporal. Durante a prática da atividade física deve-se ingerir bastante líquido, antes mesmo que venha surgir à sensação de sede, a fim de evitar a desidratação.

Alimentação balanceada
A prática de exercícios físicos isoladamente não garante uma boa qualidade de vida. É preciso manter também uma boa alimentação. Ela deve ser rica em carboidratos, onde o glicogênio, que é a principal forma de armazenamento, será a fonte de energia utilizada durante o exercício do corpo. As fibras e os cereais integrais (aveia, pão integral, granola, arroz integral entre outros) devem ser priorizados; como também as frutas, verduras e legumes devem estar diariamente nas refeições.
Quanto às proteínas, elas devem ser consumidas em menor quantidade quando comparada aos carboidratos. Ela será a fonte de aminoácidos para o corpo. Leite e derivados, carnes e ovos supre facilmente as recomendações de proteínas, que seria 10-15% do valor energético total, considerando uma dieta de 2000kcal. O excesso de proteínas pode sobrecarregar os rins devido às altas taxas de filtração de compostos nitrogenados.
As gorduras devem compor a dieta em mínimas quantidades, mas não devem ser excluídas totalmente da alimentação. Elas servirão de transporte para as vitaminas lipossolúveis e também como reserva energética.

Dieta tem que ser individual
Para quem está acima do peso ou deseja ganhar massa muscular, muitas vezes sente-se tentado a adotar “dietas prontas” ou até mesmo pertencentes a pessoas próximas. Aderir a uma dieta alheia ou inventada é perigoso, pois ela foi feita para atender as necessidades nutricionais de outro indivíduo e não as suas. Um nutricionista poderá orientá-lo quanto a uma alimentação saudável que irá garantir seus objetivos sem prejudicar suas funções corporais.

Manter o corpo em movimento e uma dieta saudável é a combinação ideal para quem deseja viver bem e com saúde. Além disso, esta prática contribui para uma velhice com saúde e vitalidade para realizar funções diárias que nessa fase começa a se torna um pouco mais difíceis.

Esperamos que essas dicas possam ajudá-lo a melhor preparar sua alimentação para conseguir ainda mais resultados positivos em sua atividade física.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Obesidade Infantil


Segundo a Sociedade de Pediatria de São Paulo, a obesidade já atinge 10% das crianças e 20% dos adolescentes brasileiros. Ela está presente em todas as classes sociais e já se tornou um problema de saúde pública.

As causas da obesidade são muitas: má alimentação, sedentarismo, antecedentes familiares, hormonal.

As conseqüências são várias: aumento de colesterol, risco de contrair diabetes e doenças cardiovasculares, problemas respiratórios e ortopédicos, provocados pela sobrecarga de peso, com lesão do sistema ósteoarticular, principalmente nos períodos de estirão do crescimento.

Bebês estão sendo superalimentados com leite em pó

Segundo um estudo produzido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), muitos bebês, que usam o leite em pó como principal alimento, estão sendo superalimentados nos seus primeiros meses de vida, o que pode explicar, em parte, por que a obesidade infantil vem aumentando tanto nos últimos 20 anos.

Algo de mágico deve existir no leite materno, porque as necessidades calóricas dessas crianças que são alimentadas exclusivamente de leite materno são cerca de 7% menor do que aquelas que se alimentam de leite em pó.

No mesmo sentido, vários países do mundo vêm estudando o papel da amamentação no peito na prevenção da obesidade. A relação existe, embora o mecanismo não seja totalmente entendido. Mas existem hipóteses que vão em três direções, e que podem ser complementares. Pela abordagem comportamental, amamentar no peito seria um sinal de que a mãe dá mais tempo e cuidados ao bebê. Desta forma, também continuaria se ocupando de sua alimentação depois que ele deixa o peito.

A segunda hipótese seria a da auto-regulação que o aleitamento proporciona ao bebê, que mama apenas o quanto precisa e pára quando está satisfeito. Na mamadeira as mães sempre acabam forçando, pois querem que o bebê ''tome tudo''.

Finalmente, a terceira explicação seria um estudo desenvolvido por uma equipe do Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati, EUA, que revelou que o leite materno contém uma proteína capaz de diminuir o risco de obesidade. Foi verificada a presença de altos níveis de uma proteína, a adiponectina, que regula como o corpo processa açúcares e as substâncias gordurosas do leite. Para os cientistas, a presença desta proteína no leite materno pode influenciar a obesidade do futuro adulto.

ERRO INICIAL

Em geral, os bebês preferem sabores doces e salgados aos amargos e azedos. Essa preferência tem uma explicação evolucionária: o doce é indicativo da quantidade de energia da comida, e a aversão a azedos e amargos uma forma de proteção contra alimentos estragados. Daí se chamar de ''paladar infantil'' aquela pessoa que só aceita sabores mais primários.

Quanto mais a criança for estimulada em experimentar o paladar de alimentos de sabores mais delicados, menos tolerante ela será ao excesso de sal e do açúcar, que é a condição ideal para a alimentação mais natural e integral.

Infelizmente, o inverso da equação também dá certo, ou seja, quando a criança se acostuma com refeições muito doces ou salgadas, acaba não conseguindo apreciar o sabor mais sutil de frutas e legumes.

A família toda deve ser envolvida na reeducação alimentar, senão não funciona. Dar o exemplo é fundamental. Educação alimentar talvez seja a melhor expressão, pois é como se muitas crianças - e adultos também - fossem analfabetas no assunto. Assim como quase tudo na vida, comer é algo que se aprende, e para isso o paladar deve ser treinado. Nesse processo, além do exemplo, pesa a determinação dos pais - que também precisam ser ''educados'', é claro.

Vale a pena insistir em apresentar um novo alimento à criança, em vez de ceder na segunda vez que ela disser que não gosta. Segundo estudos, é preciso oferecer uma comida nova cerca de dez vezes a uma criança até ela se familiarizar com o alimento.

Carinho que alimenta

Segundo pesquisa da psicóloga Patrícia Spada, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a obesidade infantil muitas vezes decorre de uma dificuldade de comunicação entre a mãe e seu filho, desde antes da fala. Patrícia avaliou 92 mulheres com filhos obesos, de até 10 anos, em que a doença não tinha causas hormonais.

''Muitas mães de crianças obesas demonstram dificuldade em perceber o que o filho quer quando chora, que pode ser por fome, mas também pode ser por frio e necessidade de carinho. Acabam fazendo da comida o único vínculo entre eles'', explica a psicóloga. Assim, o ato de comer passa a ser fonte não só de energia, mas também de afeto.

Pais não querem enxergar a obesidade dos filhos

Pais de crianças e adolescentes custam admitir que seus filhos estão acima do peso, segundo uma pesquisa (Hospital Derriford, em Plymouth, Inglaterra) com os pais de 277 crianças obesas, quando apenas 25% deles admitiam que seus filhos estavam com excesso de gordura corporal.

Um terço das mães e um pouco mais da metade dos pais disseram que elas estavam com o peso "normal". Tal fato pode sinalizar uma relutância em admitir um problema ou por comodismo, já que estar acima do peso se tornou algo comum.

Mas para resolver tal problema é fundamental o reconhecimento e a participação dos pais. Afinal, é quase impossível que as crianças resolvam esse problema sozinhas.

Dizer que criança gordinha é criança saudável é coisa do passado. Hoje é consenso que criança saudável é aquela que está dentro do seu peso e tem uma alimentação equilibrada. Sabemos que 80% das crianças obesas se tornarão adultos obesos. E quanto mais cedo essa obesidade se apresentar, mais doenças associadas a ela vão surgir. Diabetes, hipertensão arterial, aumento de colesterol e triglicérides levam a doenças do coração e problemas ortopédicos. E, pasmem, a obesidade está ligada até ao câncer.

Para saber se seu filho está acima do peso, o médico irá calcular o IMC (peso dividido pela altura ao quadrado) e aplicá-lo a uma curva de crescimento.

Crianças obesas têm mais chance de doença cardíaca

Pesquisadores da Universidade de Tulane, EUA, baseados no mais recente estudo sobre a obesidade infantil, afirmam que crianças com excesso de gordura corporal tendem a ter o ventrículo esquerdo do coração maior quando crescem, aumentando as chances de doenças cardíacas.

Os dados mostram uma necessidade de prevenir problemas de peso ainda na infância, evitando sobrecarregar o coração com carga extra da pressão sanguínea, e outros problemas de saúde correlatos, que podem contribuir para uma mudança na estrutura do coração.

Promover uma mudança no estilo de vida das crianças é a melhor maneira de combater o avanço da obesidade infantil.

Apesar da desnutrição ainda ser uma realidade brasileira, 70 milhões de brasileiros (40% da população), estão acima do peso adequado.

Levantamento nacional feito em 1975 e 1997 mostra que a obesidade aumentou de 8% para 13% em mulheres, de 3% para 7% em homens e de 3% para 15% em crianças.

E segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a obesidade infanto-juvenil no Brasil subiu 240% em 20 anos. Esse dado assustador se deve aos hábitos alimentares inadequados e pouca atividade física.

Além do sedentarismo que atinge nossas crianças, os alimentos tradicionais da cultura brasileira (arroz, feijão, carne, saladas, legumes e frutas) foram substituídos por alimentos industrializados de alto valor calórico, mas nutricionalmente pobres (caloria vazia). Nos lanches, ao invés de frutas ou sanduíches leves, as crianças comem salgadinhos industrializados, frituras, biscoitos recheados e refrigerantes.

A solução para esse grave problema de saúde pública, é promover mudanças no estilo de vida da população.

  1. Praticar atividades físicas diariamente por pelo menos 30 minutos: caminhar, andar de bicicleta, jogar bola, correr, nadar. Temos de incentivar a prática da atividade física prazerosa e criativa. A atividade física adequada depende da aptidão e da escolha da criança. Exercitando-se com prazer, ela não abandona o esporte.
  2. Fazer todas as refeições com os alimentos adequados para cada uma delas: café da manhã, lanche, almoço, lanche vespertino, jantar e ceia.
  3. Não substituir água e sucos naturais por refrigerantes ou sucos artificiais.
  4. Aumentar o consumo de frutas, verduras e legumes diariamente, em especial os da estação.
  5. As refeições devem ser feitas à mesa, com tranqüilidade.

Nunca é tarde para ensinar bons hábitos alimentares aos nossos filhos. E quanto mais cedo começarem as mudanças, melhor. Instalar hábitos alimentares saudáveis aos três anos é mais fácil do que quando a criança está com 10 anos. Se a criança já está gordinha, sinal de problema e não é hora de cruzar os braços e deixá-la comer o que quiser. Tratado o problema no seu início as chances dela tornar-se um adulto obeso ou com um manequim padrão são as mesmas: de 50%. Já um adolescente obeso reduz para cerca de 20% a sua probabilidade de vir a ter um peso normal um dia, se não interromper o ciclo vicioso que o leva a comer em excesso.

Dez erros a serem evitados

  • 1. Brincadeiras e distrações: hora de comer é hora sagrada, evitar distrações, visitas, telefonemas, fazer aviãozinho. Cuidado com os mimos e a manha;
  • 2. Sempre dizer sim: criança sem limites abusa na quantidade e na péssima escolha do alimento. Deve-se buscar ser mais liberal em outras situações;
  • 3. Ceder ao primeiro não gosto disso: a criança tende a dizer que não gosta do que nunca provou. Cada um pode comer o que quiser, mas experimentar é fundamental;
  • 4. Comida como recompensa: ''coma esta salada para ganhar a sobremesa'' passa a idéia de que salada não é bom e que a sobremesa é tudo de bom;
  • 5. Lanches fora de hora: o ideal são 6 refeições diárias, e evitar beliscar fora de hora;
  • 6. Chantagem: ''se não comer a cenoura, não ganha presente''. Isso só vai aumentar o ódio que a criança sente dos legumes;
  • 7. Substituir refeições: não quer arroz e feijão, então toma só a sobremesa. Esse erro é muito comum, e se a criança conseguir uma vez, vai repetir a estratégia sempre;
  • 8. Tornar o comer na rua um programão: a comida de casa vai ficar meio sem graça;
  • 9. Falta criatividade na comida: a criança vai enjoar;
  • 10. Dar o exemplo: não adianta mandar tomar sucos e beber refrigerante.